9.7.06


Até 2010!

Nos meses de junho e julho, o blog acompanhou a Copa do Mundo com suas postagens relacionadas ao assunto.

O caneco não voltou pra cá. Daqui a 4 anos voltaremos a torcer por sua volta.

É isso, a Copa terminou, a Itália venceu, mas nossa vida não tá ganha.
Crê, é sobre Ronaldinho (ou O verdadeiro fenômeno)

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Por .g


Notas preliminares:

- O texto que segue foi escrito antes do término da Copa do Mundo.

- Nenhuma verba foi concedida pela Nike, Santander, Kibon, Bubbaloo, Omo, Pepsi, Oi, Rexona e outros para a composição deste artigo.



No dia 21 de março de 1980, numa chácara próxima a uma cinzenta cidadezinha localizada ao sul da Inglaterra, ocorreu um fenômeno raríssimo e irreprisável. No exato instante em que um passarinho deixava escapulir um fruto (pequeno demais para nossas mãos, mas grande o suficiente para não encaixar em suas garras), um saco plástico se encontrava pairando no ar, tal qual uma pluma, voando ao sabor do vento. De súbito, eis que o fruto, caindo do céu, entra perfeitamente dentro do saco plástico, que bailava ao ritmo do vento. Este, com o advento do fruto entrando na sacola, não mais ofereceu resistência àquilo que parecia ser um evento único, embora tenha sido testemunhado somente pelo pobre pássaro, que perdeu sua refeição. Ambos -- fruto e saco -- caíram num poço concluindo a seqüência de duas metas.

Exatamente nesse mesmo dia -- enquanto o Presidente norte-americano Jimmy Carter anunciava o boicote americano aos Jogos Olímpicos de Verão em Moscou como forma de protesto pela Invasão Soviética do Afeganistão -- na Zona Sul de Porto Alegre, mais precisamente no bairro de Vila Nova, uma mulher de baixa renda, Miguelina de Assis Moreira, entrava em trabalho de parto para o nascimento daquele que, vinte e seis anos depois, sendo considerado o melhor jogador de futebol do mundo (e, para mim, de todos os tempos), estaria se preparando para seu segundo mundial: Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho.

Com a carreira futebolística iniciada aos sete anos de idade, no Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, Ronaldinho atraiu a atenção do mundo ao marcar um gol absolutamente inesquecível, dentre os sete marcados na partida em questão, no jogo contra a Venezuela, quando ele deu um chapéu no zagueiro e chutou no canto do gol. A partir daquele instante, grandes clubes passaram a desejá-lo com tal veemência, que por um tempo foi necessário à direção do clube colocar uma faixa na entrada da sede avisando que o jogador não estava à venda.

Mas Ronaldinho já resplandecia demais para não se permitir assinar um contrato com um clube de maior porte. Seria um passo fundamental para seu crescimento na carreira de jogador, levando-se em consideração a precariedade dos clubes brasileiros -- principalmente por parte dos cartolas que tratam o futebol como um negócio de exportação -- em comparação aos grandes clubes europeus. Foi então que, com uma proposta do Paris Saint Germain, o Grêmio, numa atitude de transigência em que já não era mais possível outra opção, aceitou a idéia da despedida.

Atualmente, depois de passar um por um período de quase ostracismo no PSG, Ronaldinho tem dividido as atenções com seus colegas no Barcelona. Enquanto grandes jogadores emergentes do Barça, como Eto'o, Deco, Messi etc, tentam brilhar diante de luzes, câmeras e cartolas, em busca dos seus devidos lugares ao sol, O Gaúcho ofusca em absoluto, é único, o melhor, duas vezes incomparavelmente melhor.

Agora, ele busca mais uma vez ser o grande showman, como é chamado pelos que admiram sua arte no Barcelona, numa Copa em que a força e a pura objetividade direta tentam ao máximo sobrepujar a técnica, a arte e a alegria típicas do nosso futebol. Dentre músculos e ausência de técnica, saímos em vantagem, com uma equipe repleta de estrelas. É bem verdade que uma delas não conseguiu brilhar tanto quanto se era esperado. Pena que não o colocaram em seu devido lugar e quando o fizeram era tarde demais. Pena que seja tanta estrela pra uma só constelação.

Confesso, sou daqueles que estufam o peito pra afirmar que Ronaldinho é um gênio da bola: joga brincando, sorrindo, como um grande artista o faz ao receber o aplauso da platéia. Atente-se ao movimento do Gaúcho em campo. Por certos instantes, a impressão que nos passa é a de que ele, a bola e até mesmo o campo transformam-se num só ser, numa simbiose mágica; relação sem necessidade de discussão. Cada um cumprindo seu papel no momento exato. E o faz com perfeição.

Ronaldinho é o maior do mundo não por falta de grandes jogadores. Hoje, há jogadores contemporâneos dele que, embora saibam manter um bom relacionamento com a bola, não conseguem sequer se aproximar do brilho de Ronnie (como os espanhóis se habituaram a chamá-lo). Falo de Zidane, Shevchenko, Henry, Eto’o, Riquelme ‘and the list goes on’…

Enfim, concluo: Ronaldinho é raro.
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Ilustração: indio


Para os incrédulos, um pequeno aperitivo da arte de jogar bola (youtube, please!).
Põe o dedo aqui

2.7.06

por Danusa Maria (correspondente feminina na Alemanha)


Por quantos times uma mulher torce



Mulher é sempre rotulada por não entender muito de futebol. Até porque, mesmo que nos esforcemos, ainda não conseguimos o respeito dos homens quando o assunto é a bola no pé. Darei um exemplo pessoal de que apesar de tentarmos fazer parte desse mundo, ainda precisamos entender um pouco mais do mundo futebolístico. Poderíamos começar, então, torcendo apenas por um único time...



Aos 12 anos, como por um impulso, resolvi torcer pelo Botafogo. Isso porque percebi que todos tinham um time do coração menos eu. Notei que o Botafogo havia ganhado um campeonato não sei de quê e o locutor estava elogiando os jogadores, então, achei que eles mereciam mais um na torcida. Decorei o hino, quis comprar camisa oficial e memorizei o nome de todos os jogadores em campo.
Campeonato vai, campeonato vem, comecei a sentir que um outro time me chamava para fazer parte da sua torcida. Virei corintiana numa época em que o timão estava com tudo, pois o campeonato brasileiro foi só um dos vários importantes títulos conquistados. O Corinthians estava tão bem na fita que fui esquecendo o Botafogo e nem o hino eu sabia mais cantar. Era timão pra cá, timão pra lá, “o campeão dos campeões” era pra mim superiormente inatingível pelos outros times. Jurei que teria até o fim da vida esse amor.
Até o dia em que paguei a língua e também esqueci o timão. A boa fase tinha passado e eu não sabia torcer por time que não ganhava partidas. Ah, para que torcer por um bando de pernas de pau? Foi-se hino, camisa, jogadores, tudo pro lixo. Depois de um tempo eu até me arrependi, porque o timão voltou a ganhar. Mas aí já era tarde demais.
Dessa época pra cá tentei torcer pelo Bahia, Vitória e até o Santos. Esse último eu tentei torcer porque tinha sido o time de Pelé e isso era motivo de honra pra mim. Mas meu critério de escolha em geral só tinha relação com o número de partidas ganhas; jeito bem feminino de escolher um time. Só não consegui torcer pelo Flamengo, apesar de ter tentado, porque nunca fui com a cara mesmo. Diante do marasmo em que se encontravam os clubes nacionais decidi torcer pelo Brasil. Dessa forma reunia todos os times em um só e não esquentava minha cabeça com campeonatos locais. Pronto! Daquele momento em diante era para o Brasil que iria torcer e, com isso, esperava ansiosa pelos jogos.
O problema foi que decidi torcer pelo Brasil justamente no momento em que o time estava bem fraco, perna-de-pau. Fui desencantando e perdeu a graça. Esqueci a seleção e fui buscar inspiração no exterior. Senti que era a vez do Real Madrid ser agraciado pela minha torcida. Achei o uniforme bonito e quem estava dentro mais ainda. Mas com o tempo pensei: “qual a graça de torcer por um time de fora do Brasil”? Eu não poderia ir aos jogos nos grandes estádios e, por isso, resolvi parar de torcer. Após o real Madrid fiquei um tempo no ócio, simplesmente sem time.
Foi então, quando eu estava completamente desligada do futebol, que veio a copa do mundo 2006. Um tal de Kaká pra cá, Ronaldinho Gaúcho pra lá, o quadrado mágico, hexa, ufa! Me rendi e fui abduzida pelo sentimento de Word Cup verde-amarelo e resolvi voltar aos velhos tempos com minha torcida pelo Brasil.
No momento “estou” torcedora da seleção brasileira. Não sei se vai durar muito tempo, por isso, torço para o Brasil ganhar a copa. Se ganhar, já decidi torcer apenas pelo Brasil. Mas se perder, vou esquecer o futebol de vez. Cansei de tentar entender a lógica desses homens que nascem e morrem torcendo por um só time...


ILUSTRAÇÃO: Artista?Quem?

16.6.06

por Walker Cubano


Em tempos de craque...

45 minutos do segundo tempo, tensão, aflição, todos esperam atentamente por um momento, um único momento, o golllllllllllllllllllllllllllllllll ! Racionalmente um gol não faria tanta diferença em dias comuns, não faria diferença para os ouvidos desatentos, para os cardíacos e para os hipertensos. Em época de copa do mundo os sentimentos afloraram, as emoções se reanimam, o patriotismo é exaltado. O futebol consegue se converter numa fração de segundos em religião, onde a bíblia é o juiz, o templo é o campo, os seguidores a torcida, os pregadores são o jogadores e a fé é o gol.
Copas e mais copas, envelhecemos a cada quatro anos e adquirimos experiências e assistimos a mitos e queremos sempre mais, queremos arte, pintura, pintores, craques, mitos de carne e osso. E por falar em craque, não me esqueço de um deles, por mais que não transpareça, eles estão em extinção, não, não enlouqueci, eles estão em extinção. Estados Unidos, 1994, foram diversas cidades, diversos gols, apenas sete jogos, apenas um nome. Um técnico “turrão”, um time desacreditado, medíocre na verdade, companheiros esforçados e um homem... No Brasil, garrafas quebradas a cada gol, era o camisa onze, lhes apresento o craque.
Definitivamente, craques não se fabricam, craques não se constroem, craques nascem prontos, craques só precisam se aprimorar para se transformarem em ídolos. Craque é aquele que dribla, que enxerga além, que pensa antes de lançar e que não titubeia, não “amarela”, como dizem. Esses, meus amigos, graças aos Deuses, ainda não estão em extinção. E quando falamos em craque, logo nos vêm à cabeça nomes como, Zico, Garrincha, Rivelino, Tostão, Pelé, Romário, e tantos outros. Vem a cabeça nomes que nos fizeram vibrar, chorar, pular, torcer de verdade, nomes que nos fizeram sentir raiva e sentir orgulho de ser brasileiro, um dia eles ainda irão descobrir como nos fazem sentir...
Na categoria craque um deles se destaca, um deles é Romário. Sujeito de nome incomum, de fala pausada, língua presa e declarações bombásticas, língua afiada e bola no pé. Ele foi símbolo de toda uma geração, nos representava ali dentro do campo, carregava consigo o gol, Romário sempre foi sinônimo de gol. Muitas vezes mal encarado, muitas vezes modesto e tantas outras debochado, o ídolo não só sabia mexer com a bola, como também sabia mexer com as palavras, Romário é o cara, Romário sempre foi o cara.
O “baixinho” dispensa comparações. Nunca teve a genialidade de um Pelé, nem a calma de um Zico, nunca teve a técnica de um Tostão e nem a precisão de um Gérson, nunca driblou como Mané Garrincha. Sempre foi Romário, e isso para ele sempre bastou, é e sempre foi Romário. Nunca gostou de treinar, sempre gostou de holofotes, camisas temáticas e choros incontidos. O ídolo é incomparável. Erra, e quem não o faz? O baixinho é gênio, o gênio da área, gênio do gol. Romário é gol. Vida eterna. Salve Romário!

ILUSTRÇÃO: Siegfried Woldhek

13.6.06

por Artista?Quem?


7 Jogos

8 anos de idade. Sem saber muito bem as regras, um garoto assiste aos jogos.Tudo uma verdadeira descoberta, inclusive a noção da vitória.
Sem mais preocupações, assisto aos 7 jogos (que passam rápido) sem noção de nada, de maneira inocente, assim como era também todo resto da minha existência, sem saber quanto custam às necessidades diárias (em termos financeiros e práticos), com pai e mãe heróis, em meio às brincadeiras e uma fantasia muito próxima da realidade, tão próxima, que acabados os jogos íamos eu e meus irmãos infernizar a vida da minha avó jogando bola dentro de casa e, justamente na sua sala de estar tão preciosa.
Sempre de última hora a seleção vencia as partidas com placares não maiores que com um gol de diferença, “no sufoco”: BRASIL 1 x 0 EUA, BRASIL 3x 2 HOLANDA, e o fatídico BRASIL x ITÁLIA nos pênaltis. No final tudo sempre dava certo, acreditava eu que na vida assim também seria.
Brasil vencedor da Copa do Mundo de 1994 após 24 anos sem conquista, pra mim a grande vitória é a descoberta de um esporte chamado futebol.

...

4 anos se passam e as emoções se renovam. Não as mesmas. Já conseguia perceber quanto delírio e fascinação exercia um jogador de futebol , tanto que me arrisco a entrar numa escolinha de futsal. O resultado não foi dos melhores. Depois de algum tempo sem poder ir a algumas aulas devido a uma gripe, pergunto a um colega de como estão as aulas de futsal, e ele me responde:
- Poxa! Desde que você deixou de frequentar as aulas melhoraram muito!
Sem traumas, percebi que a análise e não a prática em si do esporte seria o melhor caminho a seguir.
Novamente a seleção brasileira completa seus 7 jogos, porém sem tantas glórias. 7 jogos, 5 vitórias e 2 derrotas, umas destas na final do torneio contra a anfitriã França.
Eu com uma mentalidade de um aluno da 6° série do Ensino Fundamental, mal-acostumado às vitórias de uma Copa atrás, descubro que o Brasil também perde ( e já ñ adianta culpar o Jr. Baiano ou a convulsão de quem quer que seja!). Passo a me acostumar com a possibilidade iminente de vitória ou derrota, comum a qualquer jogo ou situação do dia-a-dia.

....

2002. O impossível ocorre novamente. 7 jogos completos, resultantes no Penta Campeonato! Admito que o favoritismo às vezes me incomoda, mas também traz consigo seu lado positivo. Para uma juventude acostumada à vitória nos gramados e a mazelas no Planalto, ela tem um gosto de aperitivo, já que o prato principal é a descrença acarrretada pelo PIB, IDH, pai desempregado, geladeira semi-vazia e ingresso na Rede Pública de Ensino.
Com jogos acontecendo durante a madrugada (devido ao fuso-horário de 12 horas do Japão e da Coréia), acordo religiosamente , independente de horário, e com total disposição, inclusive para assistir os jogos que não são da Seleção brasileira, e aprendo mais uma lição: a de pesar a importância das coisas (nesse caso a importância da Copa, justifica algumas faltas às aulas na escola).

...

Sem a inocência de outrora , sem a fantasia dos 8 anos de idade, já tendo descoberto que ninguém é invencível, com total noção de quanto custa para os pais nos manterem, sem a sensação de horizontes expandindo-se e os hormônios dos 16 anos de idade,, sem ser mais enganado pelo ufanismo do “Samba, Carnaval e Futebol!”, com vários trabalhos e provas da faculdade pra fazer, procurando emprego e namorada, e com milhões de sonhos a realizar, vou para minha 4° Copa do Mundo!
Incerto do amanhã. Feliz se o Brasil ganhar. Feliz se o Brasil perder.



ILUSTRAÇÃO: Artista?Quem?

6.5.06




Governo brasileiro contribui com a emissão de lixo espacial (e outras novas mais)
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por .g


Na falta do que fazer, na falta do que escrever: ler algumas manchetes cômico-siderais da BBC:

- Missão de astronauta brasileiro é adiada

- Sensação sobre 1º vôo é incrível, diz astronauta brasileiro

- Astronauta do Brasil é aprovado com 'notas excelentes'

- Ivan Lessa: Bandeirante audaz do azul (Colunista fala sobre o nosso primeiro astronauta ou babalorixauta)

- Astronauta brasileiro segue para o Cazaquistão

- Astronauta brasileiro partirá da base de onde saiu Gagarin

- Astronauta brasileiro tem o sorriso de Gagarin, dizem russos (Para treinadores, Marcos Pontes 'lembra' pioneiro dos vôos espaciais)

- Plano de resgate ajudará brasileiro na volta do espaço

- Ida ao espaço é realização de sonho, diz Marcos Pontes

- Base no Cazaquistão acumula 50 anos de entulho espacial

- Agência Espacial atrapalhou, diz médico de Pontes

- Marcos Pontes já tem foto no Museu Gagarin

- Soyuz é lançada levando 1º astronauta brasileiro

- Filha de Pontes diz que quer ser astronauta

- 'Vou sentir muita falta daqui', diz Marcos Pontes (Em coletiva a bordo da Estação Espacial, ele afirmou que ainda não pensa na volta)

- Pontes não terá lugar garantido ao voltar, diz Nasa

- Brasil quer treinar segundo astronauta

- New York Times: 'Astronauta é caroneiro ou herói?'

- 'The Guardian': Astronauta vira super-herói no Brasil

- Páscoa, herói e chocolate (Colunista entra em polêmica de quem viverá o astronauta Marcos Pontes nas telas)

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Veja você, o astronauta brasileiro foi ao espaço realizar experimentos. Em um deles, seu objetivo era testar as substâncias responsáveis por aquela luz característica dos vaga-lumes. No outro, observou sementes de feijão em ambiente de microgravidade. Abstenho-me de questionar a importância de seus devidos experimentos.

"O que nós gastamos para você ir ao espaço foi pouco perto do que você representa agora para o Brasil", disse Lula ao astronauta. Estima-se que o governo brasileiro tenha gasto US$ 10 milhões na viagem. Nunca a expressão "foi pro espaço" fez tanto sentido.

Juro que não queria difamá-lo. Juro que não era minha intenção transformar Pontes no meu novo Fabiano Augusto. Por isso, deixo as manchetes falando por mim (ah, e o pessoal do Casseta & Planeta também).

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Ah, já ia me esquecendo de outras poucas notícias; algumas mais fresquinhas que as anteriores, outras não mais tão notícias assim:

- Pimenta Neves pega 19 anos, mas sai livre - 05/05/2006 - A Tarde
- Dos 19 acusados de terem recebido mensalão, dez foram absolvidos no plenário - 05/05/2006 - Bom Dia
- Michelle Bachelet (a presidente do Chile) discute democracia e pobreza no Brasil - 11/04/2006 - BBC
- Educação no Brasil está entre as piores, diz Unesco (Pesquisa diz que níveis de alfabetização do país são semelhantes aos da Albânia e da Macedônia) - 01/07/2003 - BBC
- Brasil não deve cumprir meta da ONU contra pobreza, diz governo - 20/02/2004 - BBC
- Vietnã e Uganda 'superam' Brasil em redução da pobreza - 29/06/2005 - BBC

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Pra concluir essa minha pilha de desconchavos e baboseiras, um aforismo do vosso astronauta, publicado na revista Veja:
"Levei uma bola de futebol ao espaço, mas infelizmente não pude jogar por causa da ausência de gravidade”.
(Marcos Pontes, astronauta, relatando uma das raras dificuldades de suas experiências espaciais).

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Pós-escrito: pessoal, essa é uma postagem interativa. Agora que eu coloquei os fatos, teçam suas respectivas análises sobre o assunto e me enviem, já que eu fiz uma autopromessa de não falar mal do camarada Pontes. Podem utilizar o espaço reservado para os comentários. No mês que vem, o autor do melhor comentário será premiado com uma TV de plasma, de 42'', da Sony.



ILUSTRAÇÃO: POR DENIS SINYAKOV/AFP